O 27º Congresso Mundial de Arquitetos tem como título Todos os Mundos. Um só mundo. Arquitetura 21. Será organizado a partir de quatro eixos temáticos, que definem uma matriz a partir da qual se agruparão as Conferências, Mesas Redondas, Mostras, Workshops e demais eventos, conforme sua afinidade com um dos eixos propostos.

Os eixos não são estanques e sim interconectados. Permitem organizar abordagens específicas, dentro do amplo espectro de questões candentes do universo da arquitetura e do urbanismo contemporâneos. Permitem agregar trabalhos, saberes e reflexões que enfrentam um similar conjunto de questões, reunindo pessoas com interesses comuns, mesmo se diversos em lugar, escala, programa e enfoque.

 

1. DIVERSIDADE E MISTURA

Neste eixo, a ênfase é na prática da arquitetura e do urbanismo atentos à diversidade e mistura de culturas e ao inter-relacionamento com outros campos profissionais de diversos tipos, como as questões antropológicas, políticas, sociais, culturais e econômicas e outras. Acolhe experiências valorizando a diversidade cultural e social e encorajando a mistura de gêneros, de rendas, de raças, de visões de mundo, que proporcionem a superação da segregação e enclaves, promovendo o fortalecimento das comunidades e a preservação dos legados materiais e imateriais dos diferentes povos.

Aqui também interessa investigar a diversidade de tempos e escalas. Serão acolhidos trabalhos que proporcionem a reflexão sobre as diversas escalas urbanas e seus tempos intrínsecos; propostas para reocupação de pequenos assentamentos, em parte condicionada pelas possibilidades proporcionadas pelas novas tecnologias; estudos que considerem um ritmo de vida alternativo, condizente com o cotidiano da pequena escala, entre outras possibilidades de abordagem.

 

2. MUDANÇAS E EMERGÊNCIAS

Neste eixo, se busca debater as intensas mudanças do mundo contemporâneo e seus reflexos no campo da arquitetura e do urbanismo, com ênfase nas dimensões social, ambiental e tecnológica. Propõe discutir o desafio imposto pelas novas tecnologias, tanto relacionadas ao processo de concepção como aos processos construtivos, e suas implicações sobre o processo criativo e produtivo da profissão.

Serão acolhidas experiências que valorizem a visão de uma arquitetura comprometida com a condição urbana da humanidade, que busquem contribuir para a redução dos efeitos das mudanças climáticas, o atendimento emergencial às populações desabrigadas (atingidas) e o aprimoramento da visão de arquitetura sustentável, entre outros. Serão valorizadas experiências incorporando novos arranjos profissionais como a formação de coletivos, equipes multidisciplinares e processos participativos.

 

3. FRAGILIDADES E DESIGUALDADES

Este eixo enfatiza a dimensão social no âmbito da atuação da arquitetura e do urbanismo, tomando como mote os desafios mundiais para o enfrentamento das fragilidades e as desigualdades urbanas, os grandes contingentes populacionais vivendo em condições precárias em favelas, cortiços, ruas, abrigos temporários, assentamentos precários e moradias produzidas por autoconstrução ou autogestão, não raro expostos a condições de grande vulnerabilidade e constante violência urbana.

Serão acolhidos trabalhos que contribuam para ampliar as formas de conexão com a sociedade e participação nos processos de decisão, debatendo programas e ações que promovam a inclusão social e contribuam para a reversão da atual tendência ao agravamento da segregação espacial. Tais como programas de urbanização de favelas, requalificação de edifícios em áreas centrais, regularização fundiária, autoconstrução assistida, universalização do acesso às infraestruturas, bens e serviços urbanos, entre outras propostas que contribuam para um conjunto abrangente de boas práticas.

 

4. TRANSITORIEDADES E FLUXOS

Neste eixo, o fio condutor das reflexões serão os deslocamentos, buscando ampliar a compreensão sobre as transitoriedades e os fluxos na escala planetária e nas escalas locais em suas dimensões demográfica, temporal e humana. A velocidade desses novos fluxos tem contribuído para a consolidação de uma cultura global e a globalização da prática da arquitetura e do urbanismo, buscando debater as implicações dessa realidade na formação e na prática profissional contemporânea.

Serão acolhidos os trabalhos que busquem compreender os deslocamentos de pessoas, de bens, de serviços, de empregos, assim como o deslocamento das informações, o fortalecimento das redes transnacionais, as novas formas de comunicação e as novas modalidades de sociabilidade que tem transformado profundamente nossos modos de viver. Interessam, entre outros, trabalhos que abordem a questão das migrações contemporâneas, desde os grandes deslocamentos populacionais às pequenas acomodações locais, a revisão da ideia de fronteiras nacionais e culturais, as diásporas e exclusões, as intervenções de arquitetura e urbanismo voltadas para o atendimento do efêmero e do temporário, desde a moradia de emergência aos grandes eventos internacionais.

 
 
Comitê Organizador do
UIA2020RIO
27° Congresso Mundial de Arquitetos
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