Os portugueses não se cansam de “descobrir” o Brasil. E, uma das mais recentes tentativas é a belíssima exposição “Infinito Vão. 90 anos de arquitetura brasileira” que ocupa até abril de 2019 a Casa da Arquitectura, em Matosinhos, no Porto. A mostra traz a obra de arquitetos considerados fundamentais para a compreensão da produção brasileira. E, entre eles, está o projeto Cafundá, concebido em 1977 pelo escritório MBPP, do qual Sérgio Magalhães - presidente do nosso 27º Congresso Mundial de Arquitetos UIA2020Rio - era sócio (ao lado de Clóvis Barros, Ana Lúcia Petrik Magalhães e Silvia Pozzana).

A exposição apresenta parte da Coleção Brasileira coletada ao longo de dois anos pelos curadores brasileiros Fernando Serapião e Guilherme Wisnik, que reuniram mais de 200 doações para o arquivo permanente da Casa da Arquitectura. Em ‘Infinito Vão’ estão expostos 90 projetos de 136 arquitetos que mostram a diversidade da produção arquitetônica nacional: da modernidade à contemporaneidade ao longo de 90 anos – de 1924 a 2014.

Entre as obras, algumas das mais marcantes de nossa arquitetura como o Palácio Gustavo Capanema e o Museu de Arte Moderna, no Rio; o conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte; o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional, em Brasília; e o MASP, em São Paulo. E também importantes projetos de urbanização e habitação social, como o Projeto Favela Bairro Rio das Pedras, de Jorge Mário Jáuregui, e o Cafundá, do escritório MBPP.

Para quem for a Portugal nos próximos meses, Infinito Vão. 90 anos de arquitetura fica em cartaz até o dia 28 de abril de 2019 na Casa da Arquitectura, no Porto. Mais informações no site:  www.casadaarquitectura.pt.

 

Confira todos os projetos expostos:

Casa Modernista da Rua Itápolis (1930), de Gregori Warchavchik; Edifício Esther (1934), de Álvaro Vital Brazil e Adhemar Marinho; Caixa d’Água (1934), de Luiz Nunes; Praça da Casa Forte (1935), de Roberto Burle Marx; Associação Brasileira de Imprensa (1935), de Marcelo e Milton Roberto; Ministério da Educação e Saúde (1936), de Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Jorge Moreira, Carlos Leão e Ernani Vasconcelos; Museu das Missões (1937), de Lucio Costa; Conjunto da Pampulha (1940), de Oscar Niemeyer; Conjunto residencial Pedregulho (1946), de Affonso Eduardo Reidy; Escola-Parque (1947), de Diógenes Rebouças; Instituto de Puericultura e Pediatria (1949), de Jorge Machado Moreira e equipe; Casa das Canoas (1951), de Oscar Niemeyer; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1952), de Affonso Eduardo Reidy; Edifício Lausanne (1953), de Adolf Franz Heep; Angélica (1954), de Jorge Wilheim; Conjunto Nacional (1955), de David Libeskind; Serra do Navio (1956), de Oswaldo Arthur Bratke; Primeiros esboços dos palácios de Brasília (1956), de Oscar Niemeyer; Palácio da Alvorada (1956), de Oscar Niemeyer; Pavilhão de São Cristóvão (1957), de Sergio Bernardes; Teatro Castro (1957), de José Bina Fonyat; Urubupungá (1957), de Ernest Mange; Plano Piloto de Brasília (1957), de Lucio Costa; Museu de Arte de São Paulo (1957), de Lina Bo Bardi; Congresso Nacional (1958) e Palácio do Planalto (1958), de Oscar Niemeyer; Casa Castor Delgado Perez (1958), de Rino Levi, Luiz Carvalho Franco e Roberto Cerqueira César; Casa A. C. Cunha Lima (1958), de Joaquim Guedes e Liliana Guedes; Edifício Metrópole (1959), de Gian Carlo Gasperini e Salvador Candia; Casa Boris Fausto (1961), de Sergio Ferro; Conjunto habitacional de Cajueiro Seco (1963), de Acácio Gil Borsoi; Casa Mário Masetti (1964), de Carlos Millan; Rio do Futuro, revista Manchete (1965), de Sergio Bernardes; Casa Tomie Ohtake (1966), de Ruy Ohtake; Centro de Convivência Cultural (1967), de Fábio Penteado, Alfredo Paesani, Teru Tamaki e Aldo Calvo; Teatro Municipal de Santos (1967), de Oswaldo Corrêa Gonçalves, Abrahão Sanovicz e Julio Katinsky; Parque Anhembi (1968), de Jorge Wilheim e Miguel Juliano; Estação Armênia do Metrô (1968), de Marcello Fragelli e equipe; Hering Matriz (1968), de Hans Broos; Avenida Paulista (1973), de João Carlos Cauduro, Ludovico Martino e Rosa Kliass; Edifício Acal (1974), de Pedro Paulo Saraiva, Sérgio Ficher e Henrique Cambiaghi Filho; Casa Bola (1974), de Eduardo Longo; Sede da Chesf - Companhia Hidroelétrica do São Francisco (1976), de Assis Reis; Caraíba (1976), de Joaquim Guedes; Centro Cultural São Paulo (1976), de Eurico Prado Lopes e Luiz Telles; Sesc Pompeia (1977), de Lina Bo Bardi; Cafundá (1977), de Sergio Magalhães, Clóvis Barros, Silvia Pozzana e Ana Lúcia Petrik Magalhães; Capela de Santana do Pé do Morro (1979), de Éolo Maia e Jô Vasconcellos; Centro de Proteção Ambiental (1983), de Severiano Porto; Estação Largo 13 de Maio (1984), de João Walter Toscano, Odilea Toscano e M. Kamimura; Museu Brasileiro da Escultura (1986), de Paulo Mendes da Rocha; Capela de São Pedro (1987), de Paulo Mendes da Rocha; Casa Hélio Olga Jr. (1987), de Marcos Acayaba; Escola Guignard (1989), de Gustavo Penna; Moradia Estudantil da Unicamp (1989), de Joan Villà; Estações Tubo (1990), de Abrão Assad e Carlos Eduardo Ceneviva; Casa na praia de Pernambuco (1990), de Oswaldo Arthur Bratke; Copromo (1991), Usina CTAH e Hospital Sarah Kubitschek (1991), de João Filgueiras Lima; Favela Bairro Rio das Pedras (1998), de Jorge Mário Jáuregui; Fórum de Cuiabá (2000), de Marcelo Suzuki; CEU Butantã (2001), de Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza; Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin e IEB (2001), de Eduardo de Almeida e Rodrigo Mindlin Loeb; Galeria Adriana Varejão/Inhotim (2004), de Rodrigo Cerviño; Museu do Futebol (2005), de Mauro Munhoz; Sede da Fundação Habitacional do Exército (2005), de MGS + Associados; Praça das Artes (2006), de Brasil Arquitetura e Marcos Cartum; Museo de la Memoria y de los Derechos Humanos (2007), de Mario Figueroa, Lucas Fehr e Carlos Dias; Centro de Artes e Educação dos Pimentas (2008), de Biselli + Katchborian; Complexo Cantinho do Céu (2008), de Marcos Boldarini; Jardim Edite (2008), de MMBB e H+F; Sede do Sebrae Nacional (2008), de Álvaro Puntoni, Luciano Margotto, João Sodré e Jonathan Davies; Studio SC (2009), do escritório MK27; Parque Novo Santo Amaro V (2009), de Héctor Vigliecca; Casa de Fim de Semana (2010), de Angelo Bucci; Pavilhão Humanidade (2011), de Carla Juaçaba; Instituto Moreira Salles (2011), de Andrade Morettin; Minimod (2011), de Mapa BR; Galeria Claudia Andujar/Inhotim (2012), de Arquitetos Associados; Residencial Arapiraca (2012), de Triptyque Arquitetura; Sesc Franca (2013), de SIAA e Apiacás; Ita Ciências Fundamentais (2014), de Metro Arquitetos.

 

 

 
 
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