Para Sérgio Magalhães, Presidente do Comitê Organizador do Congresso Mundial de Arquitetos UIA2020Rio, somente uma cidade inclusiva pode ser sustentável. Magalhães foi um dos convidados do seminário Cidades Inteligentes promovido pelo Jornal O Globo, com apoio da Prefeitura da Cidade do Rio, e falou sobre desenvolvimento sustentável.

- A cidade é o lugar do encontro entre os diferentes, da interação social. Isso é a base da sustentabilidade das cidades. E nós estamos participando de um processo histórico em que as cidades tendem à segregação espacial, entre classes de renda e até de modelos urbanísticos – defendeu Magalhães que, durante sua palestra, destacou os três pontos que considera fundamentais para uma cidade sustentável.

 

  1. Universalizar os serviços públicos. “Hoje, a constituição não vige plenamente nos territórios urbanos brasileiros, sobretudo no caso do Rio. E essa ausência do Estado garantindo as condições mínimas de convivência é uma das causas mais fortes para o crescimento da violência urbana. Não é possível naturalizarmos e admitirmos que trechos da cidade possam estar sob a guarda da constituição e outros não. A condição essencial para a sustentabilidade das nossas cidades é a presença plena do estado em todo o território urbano”.
  2. Reduzir o passivo sócio-ambiental das cidades. “Não é aceitável ou razoável termos saneamento em apenas metade do território de uma cidade. Isso não produz desenvolvimento, seja econômico, seja político, seja social. Assim como não é justificável que o Rio – que é a cidade que tem a melhor infraestrutura urbanística de todas as grandes cidades brasileiras – detenha a maior porcentagem de cidadãos gastando mais de duas horas e meia no percurso casa-trabalho. Especialmente porque o Rio tem um sistema ferroviário que alcança grande parte do lado oeste da Guanabara. Transformar esses trens em metrô de superfície – o que poderia ter sido feito com muito menos recursos que aqueles utilizados na construção da chamada linha 4 do metrô -, qualificaria os bairros da Zona Norte, da Zona Oeste e também os municípios da Baixada Fluminense. Uma estrutura de transporte de qualidade fará com que os centros de bairro tenham maior vitalidade e, portanto, maior atratividade para que as famílias possam prosperar e se desenvolver e permanecer nos bairros que escolheram”.
  3. Redesenhar cidades mais compactas. “A Região Metropolitana do Rio tem hoje quatro milhões de domicílios. No final dos anos 30, serão seis milhões. E sem aumentar a população que hoje é de 12 milhões. Esses dois milhões de novos domicílios vão ser construídos aonde? Vão ser construídos nesse modelo expansionista que vimos até agora? Ou nós vamos redesenhar a cidade metropolitana para que ela possa não perder densidade e ser melhor qualificada? O redesenho do Rio deverá recolocar o Centro Histórico em seu papel de núcleo vital do conjunto da metrópole e buscar a redução do espraiamento urbano em benefício de uma cidade mais compacta, com a qualificação da mobilidade em rede, a atenção ao ambiente e a recuperação da baía de Guanabara”.
 
 
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